Mundo
Guerra no Médio Oriente
Portuguesa atacada por colonos israelitas na Cisjordânia está "bem e em segurança"
Duas ativistas, uma portuguesa e outra norte-americana, foram agredidas e assaltadas na Cisjordânia, onde se encontravam a fazer voluntariado. O Governo português avançou que a cidadã de 25 anos se encontra bem.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou esta terça-feira que a cidadã portuguesa agredida por colonos israelitas na Cisjordânia "encontra-se bem e em segurança" e já saiu do território, "acompanhada por um representante da Embaixada de Portugal em Ramallah".
"A cidadã nacional, uma mulher de 25 anos, encontra-se bem e em segurança; saiu hoje da Cisjordânia, acompanhada por um representante da Embaixada de Portugal em Ramallah", disse o Ministério, citado pela agência Lusa.
O MNE afirmou ainda que tem "acompanhado de perto a situação" envolvendo esta cidadã portuguesa e acrescentou que "foram prestados todos os apoios consulares adequados, incluindo a emissão de documentação temporária necessária à sua deslocação", com o apoio da representação diplomática em Ramallah.
A notícia da agressão da cidadã portuguesa por colonos israelitas na Cisjordânia no fim de semana foi avançada pelo jornal Haaretz.
A mulher terá relatado que a empurraram e que lhe puxaram o cabelo e, segundo escreve o Observador citando o MNE, "foi também assaltada, tendo ficado sem documentos e cartões"."Amarraram-nos as mãos e os pés"
Segundo testemunhas ouvidas pelo diário israelita Haaretz, colonos israelitas invadiram durante o fim de semana Khirbet Humsa, uma comunidade palestiniana no norte do Vale do Jordão, e agrediram sexualmente um homem na presença da sua família, tendo ainda agredido raparigas da comunidade e as duas ativistas que lá se encontravam.
Uma dessas ativistas é a portuguesa entretanto retirada e a outra é uma cidadã norte-americana. As duas mulheres estavam numa tenda que partilhavam com um habitante quando foram confrontadas pelos colonos israelitas.
“Acordei com a minha amiga a gritar para nos levantarmos e fomos imediatamente cercadas e encurraladas na tenda por cerca de seis colonos israelitas mascarados, armados com pesados paus de madeira”, contou a americana ao Haaretz.
“Eles derrubaram-nos imediatamente aos três, esmagando-nos o rosto com os punhos e os paus. Amarraram-nos as mãos e os pés com abraçadeiras e gritavam que iam matar-nos”.
Nessa altura, a ativista testemunhou a agressão sexual de que o homem foi vítima dentro da tenda. “Foi das piores coisas que já vi”, contou.
“Outros reviraram as nossas mochilas, roubando-nos as carteiras e os passaportes. Um deles pediu-me o telemóvel e, sempre que eu dizia que não sabia onde estava (…) ele batia-me na cara”.
A mulher contou ao Haaretz que os homens arrastaram então a ativista portuguesa para fora da tenda “pelos tornozelos, porque ela não conseguia ficar de pé com as abraçadeiras de plástico nas pernas”.
c/ agências
"A cidadã nacional, uma mulher de 25 anos, encontra-se bem e em segurança; saiu hoje da Cisjordânia, acompanhada por um representante da Embaixada de Portugal em Ramallah", disse o Ministério, citado pela agência Lusa.
O MNE afirmou ainda que tem "acompanhado de perto a situação" envolvendo esta cidadã portuguesa e acrescentou que "foram prestados todos os apoios consulares adequados, incluindo a emissão de documentação temporária necessária à sua deslocação", com o apoio da representação diplomática em Ramallah.
A notícia da agressão da cidadã portuguesa por colonos israelitas na Cisjordânia no fim de semana foi avançada pelo jornal Haaretz.
A mulher terá relatado que a empurraram e que lhe puxaram o cabelo e, segundo escreve o Observador citando o MNE, "foi também assaltada, tendo ficado sem documentos e cartões"."Amarraram-nos as mãos e os pés"
Segundo testemunhas ouvidas pelo diário israelita Haaretz, colonos israelitas invadiram durante o fim de semana Khirbet Humsa, uma comunidade palestiniana no norte do Vale do Jordão, e agrediram sexualmente um homem na presença da sua família, tendo ainda agredido raparigas da comunidade e as duas ativistas que lá se encontravam.
Uma dessas ativistas é a portuguesa entretanto retirada e a outra é uma cidadã norte-americana. As duas mulheres estavam numa tenda que partilhavam com um habitante quando foram confrontadas pelos colonos israelitas.
“Acordei com a minha amiga a gritar para nos levantarmos e fomos imediatamente cercadas e encurraladas na tenda por cerca de seis colonos israelitas mascarados, armados com pesados paus de madeira”, contou a americana ao Haaretz.
“Eles derrubaram-nos imediatamente aos três, esmagando-nos o rosto com os punhos e os paus. Amarraram-nos as mãos e os pés com abraçadeiras e gritavam que iam matar-nos”.
Nessa altura, a ativista testemunhou a agressão sexual de que o homem foi vítima dentro da tenda. “Foi das piores coisas que já vi”, contou.
“Outros reviraram as nossas mochilas, roubando-nos as carteiras e os passaportes. Um deles pediu-me o telemóvel e, sempre que eu dizia que não sabia onde estava (…) ele batia-me na cara”.
A mulher contou ao Haaretz que os homens arrastaram então a ativista portuguesa para fora da tenda “pelos tornozelos, porque ela não conseguia ficar de pé com as abraçadeiras de plástico nas pernas”.
c/ agências